Testemunhos Pacientes

Iñaki Noblejas

39 anos, Espanha, diagnosticado com doença de Parkinson em 2015

“Tento ocupar-me com tudo o que posso, como bricolage. Eu não costumava fazer bricolage e agora tento fazer pequenas coisas. Qualquer coisa para me manter ativo e em movimento para que a doença não me bloqueie.

Riccardo Nava

57 anos, Itália

“O meu conselho é não perder tantos anos como eu perdi a disfarçar a doença, a escondê-la. Falar da doença abertamente ajuda a encontrar coragem para lidar com ela. É preciso coragem, paciência e determinação, também é preciso uma boa dose de ironia porque é bom sabermos rir de nós próprios.”

Pilar Martín

71 anos, Espanha, diagnosticada com doença de Parkinson em 2004

“Cozinhar também me ajuda muito, porque o que o Parkinson precisa é mobilidade.”

Joana Mesquita

36 anos, Portugal, diagnosticada com doença de Parkinson em 2011

“Viver a vida como se não houvesse amanhã. Quando nos aparece uma enfermidade destas, apercebemo-nos do quão pequenos somos. O melhor é divertirmo-nos e vivermos a vida com alegria e satisfação porque é para isso que nós estamos aqui.“

Massimiliano Iachini

57 anos, Itália

“A coisa que mais gostamos e que funciona melhor é realmente não pensar, mas sim dançar, é a mensagem.”

Alex Reed

57 anos, Inglaterra, diagnosticado com doença de Parkinson em 2006

“… é possível viver com a doença de Parkinson e não estar numa cadeira de rodas quando se tem 20 anos de idade. É possível ter uma boa vida se a pessoa assim o quiser. É uma escolha, nós não somos vítimas.”

Richard Underwood

56 anos, Inglaterra, diagnosticado com doença de Parkinson em 2006

“Acredito que a doença de Parkinson se tornará numa condição melhor para o dia-a-dia e que as pessoas com a doença não devem perder a esperança. Devem sim procurar respostas e certificar-se que têm capacidade para viver a sua vida da melhor forma que puderem.”

Rui Couto

48 anos, Portugal, diagnosticado com doença de Parkinson em 2012

“O Parkinson veio libertar-me um pouco de pensar que estou mais ou menos, porque não estou tão bem quanto os outros. Neste momento o que eu penso é:
Estou bem, porque estou bem comigo mesmo.”

Adelina Palma

66 anos, Portugal, diagnosticada com doença de Parkinson em 2010

“A felicidade não pode derivar de fazer ou de ter aquilo, a felicidade é um estado de alma. E implica muitas coisas, como aceitação, esperança, perdão, e por aí fora.”

Damásio Caeiro

57 anos, Portugal, diagnosticado com doença de Parkinson em 2013

“…eu sou vice-campeão mundial [em ténis de mesa] de doentes com Parkinson. Nunca pensei na minha vida ser vice-campeão de coisíssima nenhuma.”

Filomena Mestre

65 anos, Portugal, diagnosticada com doença de Parkinson em 1997

“Não fazer o que eu fiz, fechar-me. Diga às pessoas o que tem. Vá à procura do que o faz feliz.”

Idelta Oliveira

65 anos, Portugal, diagnosticada com doença de Parkinson em 2015

“Eu não quis fazer nada, mas tornei-me muito mais ativa. Eu era muito mais sedentária, muito mais de ficar no sofá e em casa. Hoje quero sair, quero ir de férias. A minha motivação de vida é diferente.”

Jorge Bruto

56 anos, Portugal

“Procure ajuda. Aconselhamento psicológico.”

José Freire

58 anos, Portugal, diagnosticado com doença de Parkinson em 2000

“O nosso cérebro e o nosso corpo adaptam-se a coisas novas. As pessoas devem estar recetivas. E não se isolarem, não se fecharem, nem ficarem a chorar. Há coisas que eu aprendi com esta doença.”

Rui Camilo

57 anos, Portugal, diagnosticado com doença de Parkinson em 2000

“Devemos aprender a viver com a doença de Parkinson. [o Parkinson] É um indivíduo extremamente desagradável, que inclusive queria que eu ficasse em casa. Mas eu pus-lhe um desafio: vens comigo ou ficas sozinho? E ele resolveu vir comigo.”

BIAL/JUN21/G/166/PT/157